Manufatura de Morlaix

Fachada da Manufatura de Morlaix. Fonte: GO69 (2013).
Ocupação: São conjuntos de edifícios que formam dois pátios internos entre eles.
Quantidade de pavimentos: 2 a 3.
Estrutura: As paredes em alvenaria de pedra e o telhado em mansarda são algumas particularidades da fábrica.
Cobertura: Compostos predominantemente por 4 águas. Há uma grande quantidade de mansardas espalhadas em vários telhados.
Esquadrias: As esquadrias das janelas são compostas de caixilho de vidro e madeira, sendo que possuem folhas de abrir em venezianas com abertura para o lado de fora do edifício. Apresentam arco abatido.
Estilo arquitetônico/ Elementos decorativos: As paredes da fachada são de blocos de concreto aparente e com frisos entre os pavimentos. O frontão triangular ao centro da fachada principal, encimado por uma rotunda decorativa é uma característica neoclássica. Além das áreas destinadas ao armazenamento e produção, havia uma residência para o diretor da fábrica. Na fachada principal, há apenas uma entrada para todo o complexo de edifícios. Além disso, há na sua entrada um relógio datado de 1740.
Datado de 1674 e dois decretos de 1681, foi assinado por Louis XIV, iniciativa de Colbert, um decreto para arrecadação de imposto sobre o tabaco, sendo esse sistema de monopólio, reservando assim exclusivamente ao estado a produção e venda do tabaco. Situado no pequeno porto de Morlaix (Finistère), na costa norte da Bretanha, a fábrica de tabaco real (posteriormente imperial, e em seguida nacional) é reconhecido hoje como um dos principais monumentos industriais da França, e uma das mais antigas.Foi construído de 1736 até 1740. Projetado pelo arquiteto do rei François Blondel, as oficinas Morlaix foram originalmente concebidas para a produção de rolos de tabaco, feita a partir de folhas americanas importadas através de Bristol e Glasgow.
Durante os séculos XIX e XX, a fábrica adicionou novos produtos: rapé, tabaco para cachimbo, charutos e cigarros. Aos edifícios originais de Blondel, foram acrescentadas outras construções ao longo do tempo, para atender às novas necessidades da indústria. Novos salões, fornos e oficinas foram construídos em 1811. Perto do final do século XIX, a fábrica empregava por volta de 1750 mulheres, a maioria delas enrolando charutos à mão, dez horas por dia, seis dias por semana. A introdução da máquina a vapor também determinou alterações na fábrica entre 1868 e 1871 realizadas pelos engenheiros Mondézir e Debise. No período entre guerras, quatro edifícios foram adicionados, coroados por uma estrutura de madeira imitando concreto. A fábrica também produziu grandes quantidades de rapé, fabricados em uma bateria de moinhos que foram instalados no início da década de 1870 e mantidos em uso até os anos 1980.
A partir de 1950, a fábrica foi principalmente especializada na produção de charutos. A atividade chegou ao fim em setembro de 2004, pondo fim a uma história ininterrúpta de 260 anos. A fábrica era de extrema importância para a sociedade, e atualmente os edifícios ainda são preservados conservando as memórias do local. Ganhou proteção legal em setembro de 2001, englobando não só a construção do século XVIII como também as adições dos séculos XIX e XX, como a bateria de moinhos e uma curiosa estrutura em concreto armado de 1920 conhecida como “catedral”.
A ex fábrica de tabaco está se tornando um novo bairro urbano estruturada em torno de uma praça pública.
A fábrica foi adquirida pelo Morlaix Chamber of Commerce em 2001, antes de cessar a produção da fábrica, e a partir daí foi desenvolvido um projeto a longo prazo de conversão do edifício num centro com funções econômicas, culturais e educacionais, além da criação de doze apartamentos no edifício da antiga residência do diretor da fábrica.
Uma universidade tecnológica foi instalada em uma antiga oficina de 1920 desde janeiro de 2004. A “catedral” estava sendo convertida em um escritório para as autoridades locais. Algumas atividades econômicas também já haviam se instalado, como a editora Breton. O espaço também abrigaria alguns museus que tinham previsão de serem abertos em 2009.
SMITH, Paul. Um regard de l’etranger: les manufactures de tabacs em France, um patrimoine privilégie?. IN: CHIERICI, Patrizia; COVINO, Renato; PERNICE, Francesco. Le fabbrich del tabacco in Italia. Torino: Celid: 2012, 39-48
LA MANUFACTURE des Tabacs de Morlaix. Disponível em: < http://www.infobretagne.com/morlaix-manufacture-tabacs.htm>. Acesso em: 25 nov. 2013.
MANUFACTURE des Tabacs de Morlaix. Disponível em <http://fr.wikipedia.org/wiki/Manufacture_des_tabacs_de_Morlaix>. Acesso em: 24 nov. 2013.
SMITH, Paul. The Royal Tobacco Factory at Morlaix. In Bulletin TICCIH, n.31, inverno, 2005. Disponível em: < http://ticcih.org/wp-content/uploads/2013/04/B31.pdf>. Acesso em: 18 nov. 2013.
GO69. Façade principale de la Manufacture des tabacs de Morlaix (29). Altura 893 pixels. Largura: 1,191 pixels. 511 KB. Formato image/jpeg. Disponível em: < http://commons.wikimedia.org/wiki/File:Morlaix_(29)_Manufacture_des_tabacs_04.jpg>. Acesso em: 24 nov. 2013.
GO69. Façade septentrionale de la cour d'honneur de la Manufacture des tabacs de Morlaix (29). Altura 611 pixels. Largura: 1,189 pixels. 208 KB. Formato image/jpeg. Disponível em: < https://fr.wikipedia.org/wiki/Manufacture_des_tabacs_de_Morlaix#/media/F...(29)_Manufacture_des_tabacs_07.jpg Acesso em: 24 nov. 2013.
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Localização da Manufatura de Morlaix. Fonte: Google Maps (2016).
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Vista aérea da Manufatura de Morlaix. Fonte: P. Smith. Fonte: SMITH (2005).
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Maquinário da manufatura de Morlaix. Fonte: P. Smith. Fonte: SMITH (2005).
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Vista aérea da fachada, 1761. Fonte: P. Smith. Fonte: SMITH (2005).
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Mapa topográfico da região, 1761. Fonte: P. Smith. Fonte: SMITH (2005).
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Pátio interno da Manufatura de Morlaix. Fonte: GO69 (2013).