Fábrica de Tabaco de Xabregas

Aspecto da antiga fábrica no final do século XX. Fonte: FOLGADO; CUSTÓDIO (1999).
Ocupação: Diversos edifícios dispostos nos sentidos transversal e longitudinal, formando alguns pátios internos.
Quantidade de pavimentos: 3.
Cobertura: Em telha cerâmica. A cobertura da Casa das Caldeiras possuía 2 águas sobre tesouras de madeiras e ferro fundido e apresentava lanternins.
Esquadrias: São em caixilho de vidro, as do antigo convento possuem verga reta e as da ampliação possuem verga em arco abatido.
Estilo arquitetônico/ Elementos decorativos: As fachadas voltadas para rua apresentam o estilo do antigo convento, clássico, com poucos elementos decorativos. Frisos e cunhais dão continuidade entre as fachadas antiga e nova.
A Fábrica de Tabacos de Xabregas (1845-1962) foi instalada nos edifícios do antigo Convento de São Francisco de Xabregas a partir de 1845, pela mais antiga sociedade de tabaco criada em Portugal – a Companhia do Tabaco, Sabão e Pólvora de Lisboa (1844-1850). A atividade industrial variava entre o fabrico de tabaco, pólvora e sabão.
Em 1846 a fábrica de Xabregas dispunha de duas máquinas a vapor, de origem inglesa, para picar folhas de tabaco e rapé, cada uma com 25c/v. Inquéritos de 1881 apontam duas máquinas fixas a vapor de 55c/v e o de 1890, três de 150c/v, além de um locomóvel de 8c/v. Nestes nove anos houve um considerável aumento de máquinas de fazer cigarros, passando de dez para dezesseis.
A antiga “composição paisagística” do convento foi alterada com a introdução de novos edifícios, devido ao aumento da produção da fábrica.
Em 1892 houve a construção de uma nova edificação, em três pisos com fenestração regular, destinada à mecanização dos fabricos dos tabacos enrolados.
Entre 1891 e 1927, época em que foi gerenciada pela Companhia Portuguesa de Fósforos, novos armazéns foram adquiridos e construídos.
Em 1927 instalaram uma Central Elétrica erguida num dos pátios da fachada norte do convento, o que determinou a demolição da Casa das Caldeiras e outras obras do século XIX.
Em 1936 a empresa constrói um edifício funcionando de creche para filhos dos operários, maternidade e serviços médicos. A fábrica foi fechada em 1963, por decisão de seus novos administradores que decidiram transferir a produção para uma nova fábrica instalada em Cabo Ruivo.
Desde 1976 o Instituto de Formação Profissional ocupava áreas do antigo convento. O Teatro Ibérico também ocupava a antiga capela.Segundo o levantamento realizado no final da década de 1990 o edifício religioso (convento e igreja) não se encontrava tombado, muito embora seja uma presença importante na paisagem de Xabregas, pela volumetria da sua fachada principal.
FOLGADO, Deolina; CUSTÓDIO, Jorge. Caminho do Oriente. Guia do Patrimônio Industrial. Lisboa: Livros Horizonte, 1999.
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Planta aerofotogramétrica atualizada em 1987. Fonte: FOLGADO; CUSTÓDIO (1999).
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A Fábrica de Tabaco no antigo Convento de S. Francisco de Xabregas (João Pedrozo, óleo sobre tela, 1859. Museu da Cidade). Fonte: FOLGADO; CUSTÓDIO (1999).
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Fábrica de Tabaco de Xabregas. Fonte: FOLGADO; CUSTÓDIO (1999).
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Ampliação da Fábrica de Xabregas de 1892. Fonte: FOLGADO; CUSTÓDIO (1999).
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Central Elétrica, Casa das Caldeiras e Óleos. 1927. Arquivo de Obras. CML. Fonte: FOLGADO; CUSTÓDIO (1999).