Manufatura de Tabaco de Bari

Pátio interno da manufatura depois da intervenção. Fonte: Le fabbrich del tabacco in Italia (2012).
Ocupação: O complexo é composto por 5 edifícios com um pátio central. No central estão localizadas: a administração, gestão e serviços gerais. Os edifícios adjacentes são destinados à secagem dos produtos, laboratórios, máquinas e caldeiras. O pátio central era muito arborizado com um estilo renascentista.
Quantidade de pavimentos: 3.
Cobertura: Em telha cerâmica, sendo que alguns apresentam beirais com cimalha e outros platibanda.
Esquadrias: Nas fachadas voltadas para o jardim interno, as esquadrias das janelas são em ferro e caixilhos de vidro. As do térreo e segundo pavimento apresentam arco pleno sendo que no terceiro pavimento possuem verga reta. Externamente apresentam cercadura em argamassa.
Estilo arquitetônico/ Elementos decorativos: As fachadas voltadas para o jardim interno apresentam friso em todas as arestas do edifício assim como friso nas interseções de cada pavimento. Há o uso de frisos conectando as cercaduras das janelas do pavimento térreo. O edifício da entrada apresenta platibanda com um frontão e cunhais demarcando a centralidade. Internamente os pilares e vigas são em ferro aparente. As vigas apresentam seção retangular e os pilares são cilíndricos com frisos e decorações que fazem alusão a pequenos capitéis na junção pilar – viga. Os pilares em ferro são distribuídos em sua maioria no centro dos vãos. A alvenaria da manufatura é em concreto armado desde os primórdios da sua construção, sendo que o piso dos pavimentos é em concreto aparente.
A história da fábrica começa em 27 de maio de 1898 com o aumento do imposto da farinha. Desde então, o governo prevê uma manufatura de tabaco na cidade para a movimentação da economia. Em 1905 foi aprovada uma lei que previa o financiamento e o dimensionamento da área de intervenção e localização da fábrica. O Ministério de Firenze e Comuna de Bari definiram que era necessária uma área de 30.000 metros em hectares quadrados para a implantação de uma fábrica e de um depósito em anexo, urbanizada e a livre disposição.
Em 1908 o engenheiro Celestino Carlini, construtor romano, firma contrato de construção da fábrica. A manufatura de tabaco foi a indústria de maior importância para a cidade; a maior parte dos funcionários eram mulheres. Em 1982 todas as atividades realizadas na fábrica foram transferidas para uma nova fábrica construída na zona industrial de Bari, abandonando-o.
Em 1955-56 com a segunda Guerra Mundial há a demolição de um galpão em ruínas localizado no centro do pátio central.
Em 1995 o conselho da cidade decide transferir “um mercado” de vendedores de rua, instando-os no piso térreo da antiga manufatura; na ocasião não foram realizadas reformas de grande impacto ao edifício.
Em 2001 houve a recuperação de 15.000 metros quadrados das áreas internas e externas da manufatura, e também instalado 35 km de instalações elétricas, além da implantação de um estacionamento.
Em 2004 foi elaborado um projeto para restaurar o restante das instalações da manufatura que pertencia a Università degi Studi di Bari, transformando na sede da Facoltà di Scienze dela Formazione. Porém a universidade desistiu e cedeu a sua parte da propriedade.
CERVINI, RENATO. La Manifattura Tabacchi di Bari. La fabbrica novecentesca fra storia e recupero. IN: CHIERICI, Patrizia; COVINO, Renato; PERNICE, Francesco. Le fabbrich del tabacco in Italia. Torino: Celid: 2012, 267-272.
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Fotografia aérea de Bari. Fonte: Le fabbrich del tabacco in Italia (2012).
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Planta do terreno, 1903. Fonte: Le fabbrich del tabacco in Italia (2012).
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Salão do plano de controle norte. Fonte: Le fabbrich del tabacco in Italia (2012).
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Sistematização de mercado, 2011. Fonte: Le fabbrich del tabacco in Italia (2012).