Manufatura de Tabaco de Milão

Fachada da nova manufatura, 1958. Fonte: Le fabbrich del tabacco in Italia (2012).
Ocupação: Complexo de vários edifícios com diferentes formatos e alturas
Quantidade de pavimentos: 2 a 5.
Cobertura: Na imagem de 1958 nota-se o uso de laje e também de telha, porém não há informação sobre o material e quantidade de quantas águas. Há mansardas em alguns telhados.
Esquadrias: Na fachada principal de 1958 há o uso de esquadrias em alumínio e vidro tanto para as portas quanto para as janelas. As janelas do segundo pavimento apresentam cercadura.
Estilo arquitetônico/ Elementos decorativos: O edifício de 1844 apresentava friso, cimalha e 4 cunhais em tijolo aparente. Os telhados aparentavam ser em telha cerâmica e apresentavam cinco mansardas. O pavimento térreo apresentava textura em tijolo aparente e o segundo pavimento em argamassa lisa. O edifício de 1958 é uma construção em concreto armado. No acesso principal há um painel em mosaico produzido por Piero Canterbury, obra de 1956. A fachada principal é revestida em tijolinho, sendo que o centro é demarcado com uma parte de fachada saliente, revestida em mármore branco.
Em 1627 foi instituído em Mantua que não poderia haver introdução livre do tabaco no país. Em 1637 foi estabelecido um imposto sobre a cultivação do tabaco, o qual era armazenado em galpões. Em 1725 a manufatura de tabaco de Milão foi instalada primeiramente numa casa em Porta Nuova, e logo depois num convento que já existia na região.Em 1778 o consumo de charutos na região aumentou gerando mais lucro para a manufatura.
O processo de produção o tabaco era executado por mulheres e por vezes crianças, pois as mãos pequenas facilitavam na hora de produzir e manusear os pequenos charutos. Devido à falta de ventilação no ambiente de trabalho muitos funcionários passaram a ter problemas de saúde por conta de ingerirem grandes quantidades de nicotina todos os dias no ambiente de trabalho.
Em 1844 o edifício sofreu mudanças para o seu melhor funcionamento incorporando novos acessos de águas da região.Em 1844 trabalhavam na fábrica 135 homens e 340 mulheres, segundo Cesare Cantù. Em 1927 foram feitos novos planos para alocar a manufatura numa região que ficava a 4km da antiga manufatura, com 60.000 metros quadrados, em Monopoli Di Stato. Em 1929 foram construídos dois edifícios em concreto armado alinhados e de frente para a Avenida Suzani. Tinham um comprimento de 225 metros e 20 metros de profundidade. Uma área coberta de 5.800 metros quadrados. Era uma boa localização, pois ficava próximo ao rio e também a linha férrea.
Durante todo o período de 1929-1939 a produção de charutos foi produzida em Porta Nuova. Mais edifícios foram construídos em Monopoli Di Stato após a primeira guerra mundial. Já em 1958 a manufatura passou a ser em Monopoli Di Stato num complexo que possui aproximadamente 10 edifícios interligados, e os edifícios principais fazem o formato de “U”. Nessa mesma época o antigo edifício de Porta Nuova foi desativado. Em 2012 o edifício antigo da manufatura ainda possuía suas características intactas e preservadas.
Não há informações se fábrica ainda se encontra em funcionamento.
O processo de produção da velha fábrica era basicamente dividido em 9 etapas.
1 – Preparo da matéria prima.
2 – Seleção das melhores folhas.
3 – Umidificação das folhas com uma certaquantidade de sal marinho.
4 – Retirada da nervura principal das folhas.
5 – Costura dos charutos.
6 – Produção de uma longa corda com o tabaco triturado.
7 - Confecção dos rolos com as folhas.
8 – Destinação do uso do produto.
CASTELLANO, Aldo. La manifattura tabacchi di Milano: note per un’antropologia storica di um luogo di lavoro. IN: CHIERICI, Patrizia; COVINO, Renato; PERNICE, Francesco. Le fabbrich del tabacco in Italia. Torino: Celid: 2012, 87-100.
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Planta da região, 1844. Fonte: Le fabbrich del tabacco in Italia (2012).
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Entrada principal da nova manufatura. Fonte: Le fabbrich del tabacco in Italia (2012).
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Vista da nova manufatura. Fonte: Le fabbrich del tabacco in Italia (2012).